segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Obsessão (Loverboy)


Primeiro de tudo vou explicar o título do filme. Aqui no Brasil não há uma 'marcação' sobre quais os títulos já foram usados por tradutores para os filmes. Ou seja, caso você for dar uma olhada rápida no Google ou pedir em sua locadora apenas pelo nome de 'Obsessão' você encontrará alguns filmes. Então o título segue ao lado o original, Loverboy que, para mim, encaixaria bem melhor na história.

O filme conta a história dramatica de Emily. Criança conturbada por seus pais nada convencionais que a prescionam para saber coisas que no mundo real não são importantes e relevando a vida escolar da vida da menina. Um do momentos em que dá mais dó de Emily, é quando os pais saem no meio de uma apresentação escolar da garota, achando-a horrível, mal vestida e drogada por ter cantado uma música de David Bowie. Ou, como chamado pelo personagem de Bacon (o mais velho, o Kevin) como 'o Drogadão Bowie, ou algo assim'.

Como todas as crianças no mundo, Emily cresce e passa grande parte de sua vida, e a maioria do tempo todo do filme, a procura de um cara que lhe dará seu filho. Então ela começa a sair com várias homens a procura de pegar um pedaço de um, pedaço de outro e pá, achar a formúla perfeita para o seu bebê.

Passado muito tempo (põe tempo nisso, quase uma hora do filme) ela finalmente tem seu filho e começa então a criar ele com todas as suas forças e esperanças. Ela não faz mais nada da vida, apenas fica todo o tempo ao lado de Paul.

Porém como toda criança cresce, Paul fez seus 6 anos de idade e começou a encontrar outras crianças de sua idade, fazendo com que Emily ficasse desesperada por saber que o mundo de fantasia que ela havia criado para ela e para Paul, estava começando a desmoronar. E aí sim, após uma hora e quarenta de filme é que realmente começa a história do longa.

Esse drama é o segundo dirigido por Kevin Bacon, o qual novamente arruma a 'boquinha' de protagonista para a sua mulher, Kyra Sedgwick. A novidade fica por conta da presença de Sosie e Travis Bacon. Vamos ser sincero Kevin, fazer um filme e arrumar um papel para a família toda, não tem preço, né?

Ao meu ver, Kevin ainda tem muito que aprender sobre direção. Não que eu seja profissional no assunto, longe disso. Mas ele simplesmente adptou o roteiro (Sim, além de atuar e dirigir, ele ainda adaptou! Isso sim é um homem bombril, mil e uma utilidades!) do livro 'Loverboy' de uma forma muito rápida. Deu total atenção ao passado da garota e a procura dela por um homem perfeito que esqueceu de dar atenção para o desenrolar do mesmo, deixando o final encantador, porém rápido demais para se tornar emocionante e cativar o público.

Como já deve ter dado para perceber (ou não) o filme trás atores mirins que ao meu ver tem tudo para estourar lá fora, mas por enquanto não passam de desconhecidos. Pelo menos por aqui.
A mais famosa do cast, com certeza, é Sandra Bullock, que faz uma participação super rápida como uma mulher que, sempre que tem chance, beija a Emily-criança na boca. Não vou me alongar falando da atuação da Sandra e nem do quão talentosa ela é, porque não conseguiria por em palavras a grandeza dessa atriz.

Kevin (Sim, ele de novo) aparece bastante no filme, re-afirmando que a produção é também Bacon. Não me assustaria se o nome do filme fosse 'Loverbacon' ao invés de 'loverboy'. Mas tudo bem. Ele fez seu papel, não mais que isso.

Kyra Sedgwick atua bem, apesar de suas expressões exageradas que lhe deixam com uma cara de lagarto-com-fome. Ao meu ver o filme estava lá para cair sobre ela, mas não conseguiram, afinal outro ator menos experiente, mas não menos talentoso, conseguiu roubar a cena.

Dominic Scott Kay ('A menina e o porquinho') dá um show de atuação na telona. Ele consegue roubar toda a atenção das cenas, com expressões e tonância vocal perfeita. Ele com certeza tem um futuro promissor. Atualmente ele foi alvo dos jornais mundiais, mas não por um grande sucesso realizado, mas sim por ser o único cineasta de 10 anos de idade a processar um patrocinador. Isso mesmo, além de ator o menino agora é cineasta e já escreveu seu primeiro roteiro, conseguiu patrocínio e está processando eles! Para saber mais clica no link que eu deixei a cima. Esse menino vai longe, viu?

Outra revelação é Spencer Treat Clark, um rapaz que apareceu pouquíssimo tempo em cena mas mostrou uma naturalidade tão grande que parece que aquilo ali é a vida dele, e não que está interpretando.

A trilha sonora conta com músicas bacanas, mas o ápice fica por conta de David Bowie, com 'Life On Mars' e mais um sucesso que eu não lembro o nome.

Dei uma rápida olhada na página do Imdb (o site mais completo sobre cinema do mundo) e reparei que o filme teve 945 classificações dos usuários e ficou com 5,5 estrelas de 10. Apesar de todo o tempo corrido e outros probleminhas que eu citei acima, daria ao filme pelo menos 7.

Fica a dica para vocês alugarem e verem por si mesmo o que acham dessa intrigrante produção da Família Bacon. Mas vale lembrar que, após o desfecho inesperado e emocionante, porém tão rápido que só vamos nos tocar do que aconteceu quando os créditos estão subindo (o que não vai demorar, acredite.), não venha reclamar comigo. Agora, se você for da opnião de que 'um final bom não salva um filme', não alugue.

E isso é tudo.

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